Reencontro.

Trinta cartas para ler uma a cada dia — não para se corrigir, mas para voltar, aos poucos, para o lugar de onde você nunca devia ter saído: o seu próprio lado.

Você não vai encontrar aqui uma fórmula, nem uma versão de si mesma pronta para ser alcançada. Vai encontrar trinta cartas — uma para cada dia — escritas para a mulher que ainda está aprendendo a ficar do próprio lado, mesmo nos dias em que isso parece a coisa mais difícil do mundo.

A cada dia, uma carta nova se abre. Ela vem sempre acompanhada de uma prática pequena — pequena de propósito, porque amor-próprio não se constrói em gestos grandiosos, mas em escolhas repetidas, discretas, quase invisíveis, até que um dia elas se tornam quem você é.

Este caminho nasce inspirado nas reflexões de Walter Riso sobre autoestima e amor-próprio, e ganha aqui a voz, a escuta clínica e a experiência de Flora Dominguez, psicanalista e fundadora da Comunidade Embrace.

Antes de começar

Qual é a voz que mais fala dentro de você?

Cinco perguntas rápidas para você chegar às primeiras cartas já sabendo com quem, dentro de você, está conversando.

1. Quando você comete um erro, a primeira frase que vem é:

2. Ao se olhar no espelho sem pressa, você geralmente:

3. Quando alguém te elogia, sua reação interna é:

4. Depois de um dia difícil, você tende a:

5. Uma frase para si mesma agora ficaria mais perto de:

Responda todas as perguntas antes de continuar.

No meio do caminho

Como anda sua relação com seu corpo e sua história?

Depois de duas semanas olhando para dentro, vale medir a temperatura dessa relação — corpo e história são a mesma casa.

1. Ao pensar no seu corpo, a primeira sensação costuma ser:

2. Quando lembra de uma fase difícil do seu passado, você:

3. Sobre roupas e aparência, você:

4. Quando alguém comenta sobre seu corpo, mesmo bem-intencionado:

5. Sua história de vida, para você, é hoje:

Responda todas as perguntas antes de continuar.

Reta final

Você sabe dizer não?

Antes da semana da confiança, um retrato rápido da sua relação com limites — os que você põe, e os que ainda deixa que ultrapassem.

1. Quando alguém pede algo que você não quer fazer, você:

2. Depois de dizer não, você costuma:

3. Sobre seu tempo livre, você:

4. Quando alguém ultrapassa um limite seu, você:

5. Pensando em pedir algo para si mesma (tempo, ajuda, cuidado), você:

Responda todas as perguntas antes de continuar.